O filme "Paraísos Artificiais", em cartaz a partir desta sexta-feira em mais de 200 salas de todo o país, incluindo Natal, narra uma comovente história de amor em plena explosão da música eletrônica no Brasil, lá pelo final dos anos 1990, tomando como pano de fundo as intensas celebrações das 'raves'. Rodado em Amsterdã, no Rio de Janeiro e na idílica Praia do Paiva, em Pernambuco, a produção marca a estreia de Marcos Prado na direção de o longa-metragens de ficção e traz a atriz Nathalia Dill no papel mais ousado de sua carreira até o momento. Ela encarna sua primeira protagonista no cinema, a delicada Érika, uma bem-sucedida DJ internacional.
Ao lado de Nando (Luca Bianchi) e Lara (Lívia de Bueno), Érika vive intensas experiências sensoriais que trazem enormes consequências para o resto de suas vidas. O trio se conhece durante um enorme festival de arte e cultura alternativa, com ares de Woodstock e trilha sonora de música eletrônica, onde drogas sintéticas são o combustível da curtição. O filme, que reproduz grandes festas do Brasil e da Europa, contou com suporte técnico de profissionais egressos de equipes que atuaram em sucessos nacionais de bilheteria como "Tropa de Elite".
"A temática do filme surgiu há uns cinco anos, quando Bernardo Melo Barreto (ator que integra o elenco principal) chamou atenção para recorrentes prisões de garotos de classe média por tráfico de drogas sintéticas", lembrou o diretor Marcos Prado, que também assina a direção do documentário "Estamira" e a produção dos premiados "Ônibus 174" (2002), "Tropa de Elite" (2007) e "Tropa de Elite 2" (2010). "Há tempos tenho uma preocupação com certos tipos de excessos, aos quais a juventude contemporânea está exposta, e quando dei conta de que meu filho conviveria com tudo isso, pensei que se fizesse um filme sobre o tema das drogas sintéticas poderia, de alguma forma, alertá-lo", emenda.
Conforme Prado se aprofundou na pesquisa, que durou mais de quatro anos, muitas perguntas sem respostas surgiram: por que jovens com oportunidade se envolvem com a criminalidade? O prazer 'artificial' das drogas anestesia ou aproxima os jovens? As festas refletem um vazio existencial coletivo ou uma comemoração à extrema liberdade? Os relacionamentos estão sem profundidade ou mais soltos e sinceros? A juventude está em um abismo ou em um divisor de águas?
"O filme não responde a nenhuma dessas perguntas, mas abre portas para o debate", garantiu o diretor.
Para a atriz Nathalia Dill (novelas "Cordel Encantado" e "Avenida Brasil"), que não conhecia "absolutamente nada" do universo da música eletrônica antes de "Paraísos Artificiais", o filme joga muito com o acaso e a coincidência. "A vida tem mesmo os seus acasos, você pode acreditar em destino, mas, estando escrito nas estrelas ou não, você segue o seu curso."
Sobre o fato do longa abordar o consumo de drogas, Nathalia afirmou que para construir a personagem buscou impressões pessoais sobre as situações: "No caso de encenar uma 'bad trip', por exemplo' resolvemos pensar quais seriam os meus medos e o que me tiraria o chão. O Marcos Prado construiu a narrativa e tratou do assunto de forma sutil e corajosa", observou a atriz.
Protagonistas de cenas de nudez e de sexo, ela garante que "não foi problema". "Não gosto é da ideia de explorar o meu corpo em prol de outra coisa que não a arte. Uma coisa é posar nua e ganhar uma grana para isso, outra, totalmente diferente, é fazer um filme com sexo, embora haja filmes e filmes, e ensaios e ensaios. Fazer as cenas de nudez e sexo foi tão difícil quanto a da bad trip", pontua. "Mas, no momento de atuar, não dá pra ficar pensando: 'Putz, meu avô vai ver!'. É arte, você tem de se expor mesmo."
Daniel Behr
A atriz Nathália Dill vive o mais ousado papel de sua carreira, como a DJ internacional Érika, uma jovem que mergulha numa bad trip
Ao lado de Nando (Luca Bianchi) e Lara (Lívia de Bueno), Érika vive intensas experiências sensoriais que trazem enormes consequências para o resto de suas vidas. O trio se conhece durante um enorme festival de arte e cultura alternativa, com ares de Woodstock e trilha sonora de música eletrônica, onde drogas sintéticas são o combustível da curtição. O filme, que reproduz grandes festas do Brasil e da Europa, contou com suporte técnico de profissionais egressos de equipes que atuaram em sucessos nacionais de bilheteria como "Tropa de Elite".
"A temática do filme surgiu há uns cinco anos, quando Bernardo Melo Barreto (ator que integra o elenco principal) chamou atenção para recorrentes prisões de garotos de classe média por tráfico de drogas sintéticas", lembrou o diretor Marcos Prado, que também assina a direção do documentário "Estamira" e a produção dos premiados "Ônibus 174" (2002), "Tropa de Elite" (2007) e "Tropa de Elite 2" (2010). "Há tempos tenho uma preocupação com certos tipos de excessos, aos quais a juventude contemporânea está exposta, e quando dei conta de que meu filho conviveria com tudo isso, pensei que se fizesse um filme sobre o tema das drogas sintéticas poderia, de alguma forma, alertá-lo", emenda.
Conforme Prado se aprofundou na pesquisa, que durou mais de quatro anos, muitas perguntas sem respostas surgiram: por que jovens com oportunidade se envolvem com a criminalidade? O prazer 'artificial' das drogas anestesia ou aproxima os jovens? As festas refletem um vazio existencial coletivo ou uma comemoração à extrema liberdade? Os relacionamentos estão sem profundidade ou mais soltos e sinceros? A juventude está em um abismo ou em um divisor de águas?
Daniel Behr
Lucas Bianchi e Bernardo Melo Barreto: jovens geração 90
"O filme não responde a nenhuma dessas perguntas, mas abre portas para o debate", garantiu o diretor.
Para a atriz Nathalia Dill (novelas "Cordel Encantado" e "Avenida Brasil"), que não conhecia "absolutamente nada" do universo da música eletrônica antes de "Paraísos Artificiais", o filme joga muito com o acaso e a coincidência. "A vida tem mesmo os seus acasos, você pode acreditar em destino, mas, estando escrito nas estrelas ou não, você segue o seu curso."
Sobre o fato do longa abordar o consumo de drogas, Nathalia afirmou que para construir a personagem buscou impressões pessoais sobre as situações: "No caso de encenar uma 'bad trip', por exemplo' resolvemos pensar quais seriam os meus medos e o que me tiraria o chão. O Marcos Prado construiu a narrativa e tratou do assunto de forma sutil e corajosa", observou a atriz.
Protagonistas de cenas de nudez e de sexo, ela garante que "não foi problema". "Não gosto é da ideia de explorar o meu corpo em prol de outra coisa que não a arte. Uma coisa é posar nua e ganhar uma grana para isso, outra, totalmente diferente, é fazer um filme com sexo, embora haja filmes e filmes, e ensaios e ensaios. Fazer as cenas de nudez e sexo foi tão difícil quanto a da bad trip", pontua. "Mas, no momento de atuar, não dá pra ficar pensando: 'Putz, meu avô vai ver!'. É arte, você tem de se expor mesmo."
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